
"Muito bom!" "Maravilhoso!" Foi o que mais se ouviu ao final do espetáculo Chicos na noite deste domingo, 5, no Centro de Cultura Amélio Amorim.
Baseada na
obra de Chico Buarque a peça trás o bom humor de situações comuns do cotidiano, todavia, pinceladas de uma forma tão excelente que caberia tanto em Feira de Santana quanto num teatro da Broadway.

A
direção e o texto bom de Suzana Vega - aliados a um elenco idem - cuidam de fazer o público rir cena a cena, seja com o grupo de típicos malandro da Lapa carioca ou com dançarinas do carro-de-som da loteria baiana “Azulzinha”.
Apesar do humor transbordante a peça é bastante crítica e dela não escapa temas como
o atraso das obras do Metrô de Salvador, o quadro de
desaparecidos da TV Subaé, o
caos do Hospital Clériston Andrade e até “a boca do prefeito Tarcizio” (Pimenta?), que lá é chamado - em rápido momento - de “boca caçapa”.

O espetáculo diverte, protesta e empolga. Quer seja na iluminação, na coreografia ou na trilha sonora que toma emprestado toda a perfeição do Chico Buarque.
Mais que uma homenagem ao querido astro carioca da MPB, Chicos é uma grandiosa montagem.
O espetáculo volta a se apresentar na cidade somente em 2011, enquanto isso segue em turnê pela Bahia e outros estados.
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